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Agentes do Copilot no Business Central: quando o ERP deixa de estar à espera de nós

17 de junho de 2026

Agentes do Copilot no Business Central: quando o ERP deixa de estar à espera de nós

Em 2026, já ninguém pergunta se a Inteligência Artificial vai chegar às empresas. Ela chegou. Sentou-se. Pediu acesso aos dados. E, em muitos casos, já começou a trabalhar antes de nós acabarmos o café.

Durante muito tempo, falámos de IA como uma espécie de assistente simpático: alguém que nos ajudava a escrever textos, resumir documentos ou encontrar informação mais depressa. Útil? Sem dúvida. Mas a grande mudança que estamos a viver agora é outra: a agentificação.

Sim, a palavra parece saída de uma reunião onde alguém disse “vamos inventar um termo novo”, mas o conceito é bastante simples.

A agentificação é a passagem de uma IA que apenas responde a perguntas para uma IA que acompanha processos, executa tarefas, toma iniciativa dentro de regras definidas e chama-nos quando é preciso decidir. Ou seja: deixamos de ter apenas um “Copilot que ajuda” e começamos a ter agentes que trabalham connosco.

E é aqui que o Microsoft Dynamics 365 Business Central torna-se ainda mais interessante!

Porque um ERP é, por natureza, o sítio onde muita coisa acontece: compras, vendas, stocks, aprovações, pagamentos, cobranças, reconciliações, relatórios, pedidos internos, etc.

O ERP é o coração operacional da empresa. Mas também é, muitas vezes, onde vivem tarefas repetitivas, validações manuais e pequenos processos que consomem tempo todos os dias. Não são tarefas necessariamente difíceis. São tarefas insistentes.

É precisamente aí que os agentes do Copilot podem fazer a diferença.

Um agente no Business Central pode ajudar a transformar processos que hoje dependem de muitas ações manuais em fluxos mais inteligentes, mais rápidos e mais controlados. Não se trata de “substituir pessoas”. Trata-se de retirar às pessoas o peso das tarefas que não precisam verdadeiramente da sua atenção constante.

Por exemplo, pensemos na área financeira.

Em vez de alguém estar a abrir emails, descarregar faturas, verificar fornecedores, introduzir dados, validar valores e preparar documentos, um agente pode ajudar a ler a informação, sugerir classificações, preparar registos e encaminhar para revisão. A pessoa continua no controlo, mas deixa de fazer a parte mais aborrecida do percurso.

É um pouco como ter alguém que arruma a mesa antes da reunião começar. Não decide tudo por nós, mas poupa-nos aquele momento em que percebemos que falta uma cadeira, três documentos e, misteriosamente, o ficheiro certo.

No contexto comercial, os agentes podem ajudar a analisar pedidos de clientes, apoiar a preparação de propostas, consultar informação no ERP, resumir histórico de interações ou sinalizar oportunidades que merecem atenção.

A grande vantagem é simples: os agentes aproximam o ERP da forma como as pessoas realmente trabalham.

Durante anos, fomos nós que tivemos de nos adaptar aos sistemas. Aprender menus, caminhos, campos, códigos, filtros, permissões e pequenas tradições internas que ninguém documentou, mas toda a gente respeita.

Agora, começamos a entrar numa fase diferente: os sistemas passam a compreender melhor o contexto, a linguagem natural e os processos da empresa. O Business Central deixa de ser apenas um repositório de dados e passa a ser uma plataforma mais ativa, mais inteligente e mais próxima da operação diária.

Mas há um ponto importante: agentes não são magia.

Para criar valor real, os agentes precisam de ser bem pensados. Precisam de objetivos claros, dados bem estruturados, regras de negócio, segurança, controlo, rastreabilidade e integração com os processos existentes.

Um bom agente não é aquele que faz “muita coisa”. É aquele que faz a coisa certa, no momento certo, com o nível certo de autonomia.

E é aqui que entra a APR.

Na APR, ajudamos as organizações a tirar partido do Copilot e dos agentes no Business Central de forma prática, segura e alinhada com o negócio.

O ponto de partida não é a tecnologia pela tecnologia. Não começamos por perguntar “que agente podemos desenvolver?”. Começamos por perguntar:

  • Onde é que a sua equipa perde mais tempo?
  • Que tarefas são repetitivas?
  • Que processos dependem demasiado de emails, Excel ou validações manuais?
  • Onde é que há risco de erro?
  • Que decisões precisam de melhor informação?
  • Que atividades poderiam ser aceleradas sem perder controlo?

A partir daí, desenhamos cenários concretos de utilização. Podemos começar com pilotos simples, medir impacto, ajustar regras e evoluir gradualmente. Porque a adoção de IA no ERP deve ser feita com ambição, sim, mas também com bom senso. O objetivo não é impressionar numa demonstração. É melhorar o dia-a-dia das equipas.

E quando falamos de desenvolver agentes para Business Central, falamos de várias possibilidades: agentes que ajudam a automatizar processos financeiros, agentes que apoiam compras e vendas, agentes que interagem com dados do ERP, agentes ligados ao Microsoft 365, ao Power Platform ou a fluxos específicos da organização.

Tudo isto com uma preocupação essencial: manter as pessoas no centro.

A IA deve acelerar, sugerir, preparar, organizar e alertar. Mas as decisões críticas continuam a precisar de contexto humano, experiência e responsabilidade.

Em resumo, 2026 é o ano em que a IA deixa de ser apenas uma funcionalidade interessante e passa a ser uma camada ativa dos processos empresariais.

No Business Central, isto significa uma oportunidade enorme: expandir o Copilot para lá das funcionalidades standard, criar agentes adaptados à realidade de cada empresa e transformar o ERP num verdadeiro parceiro operacional.

Na APR, estamos preparados para ajudar as empresas a dar este passo: identificar oportunidades, desenhar casos de uso, desenvolver agentes, integrar com Business Central e garantir uma adoção responsável e útil para as equipas.

Porque o futuro do ERP não é apenas registar o que aconteceu; é ajudar-nos a antecipar, decidir e agir melhor.

E se o Copilot já era um bom companheiro de trabalho, os agentes são o próximo passo: colegas digitais especializados e incansáveis que não precisam de férias 😊

Catarina Novo, Head of Innovation

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